domingo, 20 de agosto de 2017

JOGÃO

Finalmente o futebol de volta às nossas telas. ESPN Brasil, 12 horas. (Mister XYZ) 

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

ROLANDO NA REDAÇÃO...

Essa banda se encaixa naquilo que eu disse uma vez. Você não dá nada por elas, ouve o CD de estréia, gosta. Ouve o esperado segundo trabalho: gosta também. Quando acha que não há mais fôlego para o terceiro, ele é igualmente excelente e por aí vai. Acho que esse é o sétimo do Phoenix e eu continuo gostando. (Mister XYZ)

domingo, 13 de agosto de 2017

IMPONDO RESPEITO...

A Coréia do Norte vem humilhando os EUA no campo diplomático após provar que tem mesmo capacidade nuclear para atingir território americano com mísseis munidos de ogivas. Infelizmente o nosso planeta é ainda espiritualmente tão atrasado que o melhor caminho para impor respeito é esse, tornar-se uma potência nuclear. Não deveria ser assim, mas os norte-coreanos estão certos. O sempre ridículo presidente Trump e seus assessores bufaram a semana toda, mas não adiantou, o governo de Kim Jong-Un manteve-se firme e não deu a mínima para a retórica americana. Eu não acho que o mundo deveria ser parecido com a Coréia do Norte, mas acho menos ainda que deveria copiar os EUA. (Mister XYZ). 

ARRASO...

Uma das melhores corridas do ano essa da Áustria. Marquez preparou o seu tradicional bote na última volta contra Dovizioso, mas dessa vez o italiano da Ducati se deu melhor. Sensacional. (Mister XYZ)

ISSO NÃO SE FAZ...

Putz, Federer x Zverev na final de Montreal no mesmo horário de Barça x Real Madri. 17h. Escolher entre Messi e Federer é phoeda. Não sei se gravo um e vejo depois ou tento assistir aos dois ao mesmo tempo (detesto) . Vamos ver na hora. (Mister XYZ)

sábado, 12 de agosto de 2017

ALTA FIDELIDADE

Mais bate papo descompromissado. (Mister XYZ)

DIEGO ARMANDO MARADONA

Eu cheguei a pensar que era porra-louquice, mas não, o maior jogador de todos os tempos (junto com Pelé e Messi) consegue pensar sem recorrer a fórmulas, ao contrário da grande maioria de nossos jornalistas, cientistas políticos, etc... Parabéns, Dieguito, não é fácil sair do automático, pensar por si próprio, driblar o lugar comum. E, principalmente, ser autêntico em um mundo cada vez mais superficial e injusto. Vejam bem, aceito opiniões contrárias, mas o que está ocorrendo na mídia brasileira é um massacre contra um governo que cometeu o pecado de tentar algo diferente contra a injustiça social e a desigualdade eternas na América Latina. (Mister XYZ)


"Somos chavistas até a morte. E quando Maduro ordenar, estou vestido de soldado para uma Venezuela livre, para lutar contra o imperialismo e aqueles que desejam se apoderar de nossas bandeiras, que é o mais sagrado que temos"

"Viva Chávez. Viva Maduro. Viva a revolução. Vivam os venezuelanos de pura cepa, não os venezuelanos interessados e envolvidos com a direita"
                                    (Maradona)


sexta-feira, 11 de agosto de 2017

DICA DE CD

Pela primeira vez ouço um disco, acho-o fantástico, mas não tenho a menor idéia de como resenhá-lo. O CD do baterista, cantor, produtor, compositor, etc... etc..., Domenico Lancellotti é uma mistura inefável em sua complexidade, mas ao mesmo tempo simplicidade, de algo da década de 70, talvez um pouco de rock progressivo convivendo com uma pitada de música eletrônica, colagens de sons, percussão, violinos, música de câmera e outras esquisitices. Tudo muito bonito. Difícil de imaginar? Pois é, para mim também. Não há outro jeito: escutem. (Mister XYZ)

MONTREAL

Masters 1000 de Montreal nessa semana, Federer acaba de despachar Bautista Agut e encara Haase na semi. Mamão com açucar. O suíço só perde se for para ele mesmo. Do outro lado da chave ainda temos hoje Zverev x Kevin Anderson e a grande sensação canadense, o moleque de 18 anos que eliminou Nadal, Denis Shapovalov pegando o excelente Mannarino. Semana que vem tem Cincinnati. (Mister XYZ)

HISTÓRIAS

Exemplo de generosidade


RUY CASTRO


Em 1952, um italiano, Alberico Campana, 25 anos, desceu de um navio no Rio. Deu uma volta pela praça Mauá e escutou, saindo de um alto-falante, o samba-canção "Se eu morresse amanhã". Não entendeu a letra, mas encantou-se com a melodia (ambas, só depois saberia, de Antonio Maria) e com a cantora –Dircinha Batista. Por causa da música, decidiu ficar. Trabalhou de cozinheiro em restaurantes italianos e, dois anos depois, com sócios, abriu sua própria casa, o Little Club, num beco em Copacabana –o futuro Beco das Garrafas.
Pelo palco do Little Club em seus primeiros tempos, passaram Doris Monteiro, Tito Madi e a mulher pela qual Alberico se apaixonou: Dolores Duran. Alberico nunca se declarou a ela, nem precisava —Dolores sabia, mas fingia não saber, para não magoá-lo. Durante anos trabalharam juntos sob aquela atmosfera típica de um samba-canção. Dolores morreu em 1959 e nunca houve nada entre eles. Ao me falar dela, décadas depois, Alberico deixou escapar uma lágrima.
Por volta de 1960, outras vozes surgiram e Alberico estava atento: as da bossa nova. Comprou um restaurantinho ao lado do Little Club e fez dele o Bottles. O Beco era agora o feudo de feras como Johnny Alf, Sergio Mendes, Leny Andrade, Wilson Simonal e dos cobras do samba-jazz. Um dia, o Beco acabou e Alberico se espalhou pela cidade, abrindo e fechando casas que sempre serviam duas coisas: boa comida e boa música.
Por uma eternidade, foi o melhor amigo de Tom Jobim —viam-se todos os dias. Era também louco pelo Rio, de onde nunca mais saiu: "A paisagem, a cidade, o povo, tudo é generoso. Até a nossa esculhambação é generosa".
Alberico, que morreu nesta segunda (7), aos 90 anos, era um exemplo dessa generosidade. Em suas casas, as "penduras" de alguns clientes tinham dois metros de comprimento. 

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

PAINEL DO LEITOR

Dessa vez fui eu mesmo quem enviou para o jornal. Não será publicado, claro. (Mister XYZ)


"Impressionante como sumiram com os defensores do governo Nicolás Maduro nas reportagens da Folha sobre a Venezuela. Lendo fica-se com a impressão que 100% da população é oposição e quer o fim do chavismo, desconsiderando a parte aguerrida que não quer voltar ao esquema habitual 1% elite endinheirada x 99% miseráveis sem futuro. Impossível também não mencionar a decisão afetada e ridícula de chamar um presidente eleito de ditador. E ainda duvidam que o quarto poder derruba governos."

NEYMAR NO PSG

O garoto foi atrás de mais dinheiro. E talvez da oportunidade de se descolar do gênio argentino do Barça (milhões de vezes melhor que ele), que o relegou a mero coadjuvante (excelente coadjuvante, diga-se). Não deixa de ser uma novidade, estou curioso para ver como o ex-santista se sai como o grande craque do time. Jogará um campeonato mais fraco, mas há a Copa dos Campeões. Por outro lado, vai acabar aquela mamata de passes perfeitos, bola no pé, contra-ataques matadores, etc.., característica do timaço catalão. Um lado positivo vejo já: os  retardados dos nossos narradores não poderão mais nos azucrinar durante 90 minutos repetindo TRIO MSN, TRIO MSN (arrrghh!!!). Mister XYZ

GILMARES

CELSO ROCHA DE BARROS

Temer arregimentou 263 Gilmares para encobrir sua segunda fuga


Depois de escapar no TSE, Michel Temer conseguiu arregimentar 263 Gilmares no Congresso para encobrir sua segunda fuga. Foram os mesmos que votaram pelo impeachment de Dilma Rousseff, e novamente votaram por cargos, dinheiro, cargos que podem ser convertidos em dinheiro, e a esperança de escaparem da Lava Jato. Mas foi muito melhor do que da outra vez, porque dessa vez ninguém fingiu que se tratava de outra coisa.
Onde estavam os bonitões do impeachment enquanto Temer fugia da cana dura? Janaína Paschoal tentava se comunicar com Donald Trump pelo Twitter. Paulinho da Força, que da outra vez cantou e dançou, dessa vez votou rapidamente simulando o que ele acha que deve ser a cara de alguém com vergonha. Não se sabe se MBL e Vem Pra Rua acabaram ou se só deveriam ter acabado. A Fiesp de Paulo Skaf continua realizando a genuflexão mais entusiasmada diante de um presidente desde a de Monica Lewinsky.
No ano que se passou entre o impeachment e o carnaval mórbido da última quarta-feira, toda a coalizão de Temer caiu na Lava Jato. As projeções econômicas se provaram mais revisáveis do que as tatuagens de henna do deputado Wladimir Costa. E o anãozinho do Cunha continua presidente.
Ainda não sabemos se o muso do Wladimir sobreviverá às próximas denúncias, que prometem ser mais comprometedoras. Pois é, mais comprometedoras do que o Rocha Loures correndo com dinheiro pela rua. Não imagino o que seja mais comprometedor que isso, mas talvez Eduardo Cunha tenha filmado Temer estrangulando Madre Teresa de Calcutá, alguma coisa assim.
Denúncias mais pesadas mudarão algum voto? Só se a sociedade demonstrar indignação, o que não aconteceu na quarta-feira. Se depender da consciência dos parlamentares, não faz a menor diferença. Duvido que quem não se comoveu com a mala de dinheiro se comova com algum outro argumento jurídico. Eles têm medo é de povo na rua.
Por que não houve povo na rua? Há várias explicações possíveis, e cada uma toca a verdade em algum ponto: a própria decepção com o impeachment de Dilma desanima quem poderia brigar por uma nova troca de presidentes. A polarização política impede que esquerda e direita se juntem contra a picaretagem. Ninguém se anima com Rodrigo Maia. As denúncias da Lava Jato desligaram de vez a população dos jogos de Brasília. O nível da discussão política caiu demais para que alguém consiga articular um discurso coerente que supere esses obstáculos. Os radicalismos ideológicos agora servem para acobertar a fuga dos acusados de um ou de outro lado.
Com mais essa vitória, a direita fisiológica brasileira está cada vez mais no controle da vida política brasileira. Eufórico por ter escapado de mais uma, Temer já defendeu o parlamentarismo para 2018.
Eu gosto do sistema parlamentarista, mas, não se enganem: quando Temer e seus Gilmares o propõe, é pilantragem: só quer dizer que eles estão com o controle do Congresso, mas não têm candidatos a presidente que resistam a uma campanha eleitoral realizada à luz do dia.
Se o que vimos na última quarta-feira tiver sido só o espasmo final de uma elite política doente, menos mal. O risco é que tenha sido o sinal do início de alguma coisa, de uma recomposição da elite política para resistir à Lava Jato e diminuir o espaço de contestação democrática no Brasil.

domingo, 6 de agosto de 2017

ENTREVISTA - CHARLES GAVIN

Há coisas mais importantes que a música, claro. Mais importantes que a literatura, cinema, etc... Mas quando se trata de prazer e diversão essa moçada aí faz parte da minha "turma". Esse fascínio por colecionar música, livros, etc... me aproxima, de uma certa forma, desses caras. (Mister XYZ)

DICA DE CD

Impressionado com a sofisticação dessas três feras. Legal comprovar uma teoria antiga minha: às vezes o compositor, mesmo não tendo uma grande voz, é o melhor intérprete de sua música. Edu Lobo canta bonito demais aqui. (Mister XYZ)

JOGANDO CONVERSA FORA...

Estou adorando ver e ouvir essas duas peças falando sobre música. Sentido inclusive um pouco de inveja. Pô, jogar conversa fora tomando uma cerva é coisa que não faço há algum tempo, consequência de ter escolhido a profissão errada, ter nascido no país errado e principalmente, de ser honesto e trabalhador. Vocês não imaginam como um cara que gosta de trabalhar sofre no meu meio. Voltando aos dois aí, tenho assistido aos vídeos e gostado. Serve como companhia nesses tempos difíceis. (Mister XYZ)

SAFATLE

É mais ou menos por aí. Acho porém que a parcialidade de nossa Justiça é pontual no que diz respeito à política. O pessoal de Curitiba não entra nessa, os caras são nerds (no bom sentido) e querem pegar todo mundo. (Mister XYZ)


VLADIMIR SAFATLE



O GOLPE FINAL



Aqueles que, nas últimas décadas, acreditaram que o caminho do Brasil em direção a transformações sociais passava necessariamente pelo gradualismo deveriam meditar profundamente nesta semana de julho.
Não foram poucos os que louvaram as virtudes de um reformismo fraco porém seguro que vimos desde o início deste século, capaz de paulatinamente avançar em conquistas sociais e melhoria das condições de vida dos mais vulneráveis, enquanto evitava maiores conflitos políticos graças a estratégias conciliatórias.
"Há de se respeitar a correlação de forças", era o que se dizia. Para alguns, isso parecia sabedoria de quem lia "A Arte da Guerra", de Sun Tzu, antes de reuniões com José Sarney e a lama do PMDB. Eu pediria, então, que meditássemos a respeito do resultado final de tal sabedoria.
Pois o verdadeiro resultado dessa estratégia está evidente hoje. Nunca o Brasil viu tamanha regressão social e convite à espoliação do mundo do trabalho.
O salto de modernização que nos propõem hoje tem requintes de sadismo. Ou, que nome daríamos para a permissão de mulheres gestantes trabalharem em ambientes insalubres e de que trabalhadores "tenham o direito" de negociar seu horário de almoço?
Tudo isso foi feito ignorando solenemente o desejo explícito da ampla maioria da população. Ignorância impulsionada pelo papel nefasto que tiveram setores majoritários da imprensa ao dar visões completamente monolíticas e unilaterais das discussões envolvendo tal debate.
Mas isso podia ser feito porque não há mais atores políticos capazes de encarnar a insatisfação e a revolta. Hoje, o governo pode atirar contra a população nas ruas em dias de manifestação e sair impune porque não há ator político para incorporar rupturas efetivas. Eles se esgotaram nos escaninhos de tal modelo de gestão social brasileiro.
A reforma trabalhista apenas demonstra que o gradualismo pariu um monstro. Os mesmos que votaram para mandar a classe trabalhadora aos porões de fábricas inglesas do século 19 estavam lá nas últimas coalizões dos governos brasileiros, sendo ministros e negociadores parlamentares.
Ou seja, a política conciliatória os alimentou e os preservou, até que eles se sentissem fortes o suficiente para assumirem a cena principal do poder. "Mas era necessário preservar a governabilidade", era o que diziam. Sim, este é o verdadeiro resultado da "governabilidade" do ingovernável, da adaptação ao pior.
Como se fosse apenas um acaso, no dia seguinte à aprovação da reforma trabalhista o Brasil viu o artífice deste reformismo conciliatório, Luiz Inácio Lula da Silva, ser condenado a nove anos de prisão por corrupção. Esse era um roteiro já escrito de véspera.
De toda forma, há de se admirar mais um resultado desta política conciliatória –a adaptação ao modelo de corrupção funcional do sistema brasileiro e, consequentemente, a fragilização completa de figuras um dia associadas, por setores majoritários da população, a alguma forma de esperança de modernização social.
O Brasil agora se digladia entre os que se indignam com tal sentença e os que a aplaudem com lágrimas de emoção. Engraçado é ver outros políticos que também mereciam condenação pregarem agora moralidade.
No entanto, o problema é que só existirá essa sentença, nada mais. Este é o capítulo final. Da mesma forma que o capítulo final do julgamento do mensalão foi a prisão de José Dirceu. Perguntem o que aconteceu com o idealizador do mensalão, o ex-presidente do PSDB Eduardo Azeredo.
Ou perguntem sobre o que acontecerá a outro presidente do mesmo partido, aquele senhor que foi pego em gravação telefônica dizendo que deveria procurar um interceptador para propina que pudesse ser assassinado.
Ou o ex-presidente FHC, citado nos mesmos escândalos que agora condenam Lula. Muitos reclamam da parcialidade da Justiça brasileira: há algo de comédia nessa reclamação.
Que esta semana seja um sinal claro de que uma forma de fazer política no Brasil se esgotou, seus fracassos são evidentes, suas fraquezas também. Continuar no mesmo lugar é apenas uma forma autoinduzida de suicídio. 

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

LUTO

Bons discos e pelo menos uma obra prima. (Mister XYZ)

UTILIDADES DEMAIS

Continuo desconfiado de que o mundo vai piorando... (Mister XYZ)


Utilidades demais


RUY CASTRO

Flanando outro dia pela avenida Rio Branco, vi-me sem querer na galeria formada pelos camelôs a quem o prefeito Marcelo Crivella entregou a cidade. E, como estava ali, caí na tentação de procurar um objeto: uma lanterninha, daquelas micro, de plástico, a pilha. O camelô me mostrou uma pequena peça, que acoplou a seu celular, e produziu um jatinho de luz. Agradeci e respondi que não me servia -"Não uso celular", expliquei.
O camelô se escandalizou: "Não usa celular???", perguntou, com vários pontos de interrogação e num volume que o fez ser ouvido por todo mundo em volta. A frase se espalhou pelos demais camelôs e, em segundos, à medida que eu passava pelo corredor humano, podia sentir os dedos apontados para mim e a frase: "Não usa celular!!!". Para eles, eu devia equivaler a alguém que ainda não tinha aderido ao banho quente ou à luz elétrica. Acho até que um camelô me fotografou, talvez para mostrar a algum amigo incrédulo -como pode haver, em 2017, quem não use celular?
Consciente de ser um anacronismo ambulante, confesso-me esta pessoa e me atrevo a dizer que o celular nunca me fez falta -e continua não fazendo. Para me comunicar, vivo hoje mais ou menos como em 1990, quando o treco ainda não existia e nem se pensava no assunto.
Ninguém deixa de falar comigo por falta de telefone. Se estou em casa, atendo àquele aparelho que hoje chamam, com desprezo, de "fixo". Se tiver de sair, faço as ligações de que preciso e vou alegremente para a rua. Se alguém me telefonar enquanto eu estiver fora, paciência -se for importante, ligará de novo.
Por que não uso celular? Porque, com suas 1.001 utilidades, tipo Bombril, ele é capaz de me escravizar. O único jeito é manter-me à distância -até o dia em que, com ou sem ele, provavelmente ficarei inviável de vez.

ADEUS (?!)

Será que o cara não vai para a próxima Olimpíada mesmo? Sei lá... (Mister XYZ)

segunda-feira, 31 de julho de 2017

ROLANDO DIRETO NA REDAÇÃO, NAVE ESPACIAL, ETC...

A melhor coisa dos últimos tempos desde o Savages. (Mister XYZ)

sexta-feira, 21 de julho de 2017

SINGLE - THE BEATLES - "CAN'T BUY ME LOVE" - UK FIRST PRESS

Antes da sempre bem-vinda influência satânica de um primo (vocês sabem de quem estou falando), lá pelos idos de 76/77, que me introduziu a coisa toda, houve uma fase pré-rock na minha vida na qual eu ouvia a música que o Father XYZ botava para tocar. Muito jazz, MPB, erudita. O rock estava fora. Mas havia no meio da coleção do meu pai três exemplares de discos de rock. O primeiro, que para os mais elásticos no seu conceito de música, pode sim ser considerado rock;  Simon & Garfunkel ("Bridge over Troubled Water"), cuja cópia não se encontra na minha coleção. A trilha do filme Janis, cantada por Janis Joplin, que os meus três cães, à época pirralhos com 3 meses de idade, destruíram completamente na minha última mudança - dos milhares de LPs, eles conseguiram achar justamente o segundo mais antigo. E a coletânea dos Beatles com capa sanduíche, jabuticaba que só foi produzida no Brasil, de 1970, aquela que contém "Hey Jude", com os quatro na frente de uma porta e com o chapéu de um deles em cima de uma estátua, que é sem dúvida o mais antigo long play da minha coleção, herdado do Father XYZ. "Can't Buy me Love" foi o primeiro rock que ouvi e "mexeu com os meus nervos". Paul McCartney cantando freneticamente e o solo de guitarra rascante de George Harrison mudaram algo em mim, embora eu não tivesse deslanchado até 1977. Calculo que nos anos de 74 e 75, que foi quando descobri o disco no meio dos outros, eu a tenha ouvido dezenas de vezes. Pois fui atrás da primeiríssima versão inglesa do single. Estou aguardando a chegada. (Mister XYZ)

SINGLE - SEX PISTOLS; "ANARCHY IN THE UK" - UK FIRST PRESS

Pqp, eu já tinha o "God Save the Queen" na sua primeiríssima versão, mas esse é o meu single preferido dos caras. Eu TINHA que ter isso. Após exaustiva pesquisa, pois há muito farsante por aí - eu não duvido nada que produzam esse tipo de coisa e "envelheçam" capa e vinil, por exemplo - encontrei com segurança o que queria. Um dos segredos aqui é um erro em um escrito no selo do compacto: no lado B consta "produced by Chris Thomas" na faixa "I wanna be me", quando na verdade ela foi produzida por David Goodman. Chris Thomas é responsável apenas por "Anarchy in the UK", o lado 1. Só as 5 mil primeiras cópias saíram assim. Cheguei a um sueco que me vendeu essa preciosidade. Agora é aguardar. (Mister XYZ)

MARQUE COM UM X

Para mim é isso também. (Mister XYZ)


Marque com um X

RUY CASTRO

Pisca-se um olho e Lula é condenado pelo caso do famigerado tríplex. Pisca-se outro e Michel Temer é acusado de mais um crime —como se o da mala não fosse suficiente. Os advogados de um e de outro e seus aliados no Congresso esbravejam sem descanso –não se sabe de onde tiram tantos argumentos por seu favorito. O ritmo é tão vertiginoso que, de repente, já não se sabe o que foi dito em defesa de quem. Exemplos:
"[Lula] [Temer] é inocente e está sendo alvo de investigação com motivações políticas". "A denúncia contra [Temer] [Lula] é um nada acusatório. Tanto é que precisaram recorrer à ficção. Criaram hipóteses, levantaram suposições. Criaram uma obra de ficção". "Nenhuma evidência crível da culpa de [Lula] [Temer] foi produzida até agora, e provas de sua inocência são descaradamente ignoradas".
"É mentira que [Temer] [Lula] tenha recebido um vintém. Eu lanço um repto à acusação: que diga quando [Lula] [Temer] recebeu um níquel sequer e de quem". "Não há um fato real e palpável que vincule as condutas imputadas na denúncia contra [Temer] [Lula], muito menos recursos de fonte escusa". "Não há uma única prova contra [Lula] [Temer], exceto a palavra de um [delator preso] [bandido de colarinho branco]".
"A acusação ignora provas contundentes da inocência de [Temer] [Lula] e sucumbe ao viés político, enquanto passa por cima de direitos humanos e do devido processo legal". "Busca-se imputar a [Lula] [Temer] crimes com base em teorias respaldadas apenas pela palavra de indivíduos incapazes de comprovar suas afirmações por meio de documentos ou de transferências bancárias".
Todas essas frases foram ditas nos últimos dias pelos partidários de Lula ou de Temer. O leitor está convidado a marcar com um X o nome entre colchetes que achar mais aplicável. Se conseguir distingui-los. 

segunda-feira, 17 de julho de 2017

OBRIGADO, MIRKA...

Quando o marido fora de série, durante um almoço, disse que pensava em parar, a senhora Federer disse que não, que ele deveria pelo menos tentar após a cirurgia no joelho. Deu no que deu. O suíço já papou dois Grand Slam e um Masters 1000. Espero que jogue até os 40. (Mister XYZ)

OLHA OS DOIS AÍ...

(Mister XYZ)

50 ANOS APÓS MARIA ESTHER BUENO...

Um ano sensacional para quem gosta de tênis. Marcelo Melo é novamente número 1 após vencer na grama sagrada. (Mister XYZ)

FANTÁSTICO!

Incrível, o cara é campeão de Wimbledon pela oitava vez, décimo nono título de Grand Slam. (Mister XYZ)

sexta-feira, 14 de julho de 2017

FEDERER X CILIC NA FINAL...

Federer é o favorito, mas o croata joga sério e é muito bom jogador. Hoje o suíço não apresentou a exuberância de outras partidas e passou por Berdych com alguma dificuldade. Domingo será jogo duro, eu acho. (Mister XYZ)

DICA DE FILME

Rolou na redação. Não é que não haja boas coisas sendo feitas atualmente no cinema, mas hoje ninguém faria um filme como esse. Ah, e as mulheres da década de 60/70 eram muito mais bonitas e charmosas que as atuais, como vocês podem comprovar na foto acima. (Mister XYZ)

BEM-VINDA DE VOLTA, VENUS...


Esse ano está bom demais, Federer dominando nas quadras rápidas, Nadal no saibro e agora Venus Williams na final de Wimbledon. Ninguém apostaria nisso no início do ano. Vou torcer demais no sábado para a norte- americana. (Mister XYZ)

quarta-feira, 12 de julho de 2017

CONDENADO!

Aquela velha frase de Abraham Lincoln: "pode-se enganar a todos por algum tempo, pode-se enganar alguns por todo o tempo, mas não se pode enganar a todos todo o tempo".
Minha torcida é para a segunda instância dobrar a pena e o malandro pegar uma cana longa dentro das quatro paredes. Mas, é Brasil, não acredito muito. (Mister XYZ)

O BAILARINO...

Murray, Djoko e Nadal fora. Semifinal dos sonhos para o suíço? Bom, Federer está jogando mais bonito que no seu auge, mais solto e é o favorito. Como diz o Meligeni, o cara nem sua a camisa. Hoje atropelou o algoz do ano passado, Raonic. Na sexta enfrenta um velho freguês, Tomas Berdych. Arrisco dizer que só uma zebra tira o esteta da final. Na outra semi Querrey e Cilic. Todos jogadores talentosos, mas inferiores ao suíço. De qualquer maneira, é dentro da quadra que tudo se resolve. A redação torce demais para um oitavo título do maior de todos os tempos. (Mister XYZ)

sexta-feira, 7 de julho de 2017

SIMPLES...

Continuo concordando com tudo. Continuo achando muito simples. (Mister XYZ)


Brasil atualmente está submetido ao terrorismo do medo

CARLOS FERNANDO DOS SANTOS LIMA

Em resposta ao artigo publicado na Folha de S.Paulo do último sábado, dia 1º de julho, sob o título "Janot dá a senha de combate para procuradores messiânicos", de autoria de Demétrio Magnoli, só podemos dizer que o Brasil está submetido ao terrorismo do medo. Há muito os propagandistas políticos descobriram que o medo é mais forte que a esperança.
É mais fácil culpar o "outro" que admitir nossa falta. É fácil angariar apoio dividindo o país em esquerda e direita, em coxinhas e mortadelas, em isso e aquilo, esquecendo-se que somos parecidos uns com os outros.
A maioria de nós acorda pela manhã pensando em trabalhar para sustentar sua família, em como os impostos comem parte do nosso suor, em qual será o futuro de nossos filhos, e assim por diante. Somos semelhantes em sonhos e esperanças.
Por outro lado, ter esperança tornou-se brega. Falar em melhorar o país é tachado de messiânico. Lutar por essa melhora passou a ser jacobino.
Direita e esquerda falam em "tribunais revolucionários", em "tribunais de exceção", como se não fôssemos uma democracia –imperfeita, mas, ainda assim, uma democracia em que prevalece o Estado de Direito.
A Lava Jato representa a esperança. De repente, um golpe de sorte impediu a operação de ter sido morta no nascedouro e confirmou aquilo que há muito intuíamos.
Sabemos hoje como são financiadas as eleições em nosso país. Conhecemos agora como partidos e políticos enriquecem à custa dos impostos que pagamos.
Temos ciência dos conchavos, da distribuição de cargos apenas para a produção de propina. Agora há esperança de que, sabendo o diagnóstico de nossa doença –a corrupção–, possamos usar dos remédios para a cura.
Um desses remédios é a lei penal. E como lei, deve valer para todos. Obediente a esse princípio, a investigação de um pagamento de propina a um ex-diretor da Petrobras cresceu exponencialmente para revelar como partidos da base do governo Lula, sob o comando deste, usaram dessa estatal para fazer caixa para seus projetos de poder.
Mas não só, revelou-se logo que outras estatais foram vítimas do mesmo crime. Até aí o maniqueísmo de alguns e o oportunismo de outros encontravam alguma racionalidade. Para aqueles que detestavam o PT, estava claro que este partido tinha criado a prática da corrupção no governo federal.
Já os oportunistas viram a oportunidade de tirar o PT do poder. Para os simpatizantes do PT, não passava de trama das elites. Quanto aos petistas envolvidos nos crimes, acreditaram em intenções políticas dos investigadores.
Todos estavam errados. A resposta veio quando as investigações chegaram aos outros partidos, inclusive da oposição. Dessa forma, aquele Jucá que vai nas manifestações vestido de amarelo teve reveladas suas relações espúrias com a Odebrecht.
Aquele Temer que se colocou como um estadista para substituir Dilma na Presidência acaba sendo denunciado por corrupção no mandato. Aquele Aécio que usa das revelações da investigação para acusar o PT de corrupção na campanha presidencial é gravado solicitando milhões de um empresário.
Nesse momento os argumentos caíram por terra. Hoje a população sabe que a Lava Jato é uma tentativa séria de investigar, processar e punir TODOS os crimes de corrupção de que se tenha notícia, de que partido ou político forem. Só lhes restou mudar inteiramente o discurso.
Agora unidos entre si, políticos, partidos e seus simpatizantes atemorizam a população com terrores econômicos e um suposto "estado de exceção". Mentem para implantar o terror, para novamente dividir. Mentem para se salvar e salvar o seu modo de fazer política.
O final desse embate entre esses mercadores do medo e o Ministério Público terá consequências para o futuro de nosso país, seja pela prevalência do medo e do divisionismo, seja pela prevalência da esperança e da ética. 

SAUDADE DO SÉRGIO JAGUARIBE...

Há alguns dias abri a página A2 da Folha e me deparei com uma charge do grande Jaguar. Não acreditei e fui logo procurar saber se ele seria uma nova contratação do jornal. Isso mesmo. Eu já não vinha acompanhando o homem há muito, não tenho tempo para procurar os meus antigos ídolos na internet. Bela surpresa, portanto. (Mister XYZ)

CUBA/VENEZUELA

Ainda com relação à entrevista, vale um comentário sobre o governo Nicolás Maduro. O filósofo acha que a esquerda deveria ser dura com Cuba e Venezuela. Eu acho que quem é contra esses dois países não pode ser considerado de esquerda. Cuba é o país pobre mais decente do planeta. E a Venezuela, embora com sérias dificuldades, tem um governo sério e revolucionário, que se importa com o ser humano. Com Maduro há alguma chance. Sem ele, a direita volta ao poder e tudo estará perdido, uma melhora seria impossível. (Mister XYZ)

FETICHISMO

Lendo a entrevista do filósofo Ruy Fausto na Folha SP eu finalmente encontrei a palavra que talvez inconscientemente estivesse procurando há algum tempo para descrever a estranha ligação entre pessoas de bem, inclusive amigos, e o ex-presidente Luiz Inácio "Lula" da Silva. FETICHISMO. O filósofo matou a charada, quero dizer, eu tinha matado, mas ele cunhou o termo perfeito. Tolerar alguém com as credencias do sapo barbudo é um espanto, mas a explicação, embora um tanto subjetiva, é essa mesmo. Há um culto, uma adoração sem sentido a uma pessoa destituída dos valores mínimos para algo que deveria ser importante: a política. (Mister XYZ)

quinta-feira, 6 de julho de 2017

FEDERER SEGUE EM WIMBLEDON...

Não deu para ver o jogo hoje, mas a torcida para o suíço é grande na redação. (Mister XYZ)

domingo, 2 de julho de 2017

MAIS PENTANGLE...

Fácil saber porque Bert Jansch e John Renbourn são deuses para Jimmy Page. Fora a voz de Jacqui McShee, celestial. (Mister XYZ)

PENTANGLE

Ouvindo muito folk inglês, influência antiga, do tempo em que morei em SP, do grande Carlos Nishimiya, guitarrista, ex-dono da loja Sweet Jane e uma enciclopédia quando o assunto é rock. (Mister XYZ)

sábado, 1 de julho de 2017

PAIXÕES QUE ALUCINAM... FOTHERINGAY - UK FIRST PRESS

Novas paixões devem ser comemoradas com uma primeiríssima edição do país de origem. (Mister XYZ)

sexta-feira, 30 de junho de 2017

DICA DE LIVRO

Saudade do JB, eu lia muito as crônicas do "João sem Medo", botafoguense ilustre e personagem de uma época em que ainda existiam homens "clássicos" de esquerda. Oportunidade agora para reler João Saldanha, que no próximo dia 3 completaria 100 anos. (Mister XYZ)

segunda-feira, 26 de junho de 2017

SUA BATATA ESTÁ ASSANDO...

O segundo presidente mais patético do planeta (o primeiro, não é preciso citar, né?) foi denunciado hoje: corrupção passiva, mas todos sabemos, daria para encher uns 300 metros de folhas de papiro com as maracutaias que o homem carrega nas costas. Só em um país do nosso nível que uma figura dessa chega à presidência. Ah, lembrar, escolha do nosso "partido de esquerda" para ocupar a vice-presidência. (Mister XYZ)

CONDENADO!

A "esquerda" do nosso bananão é uma piada, mas cientistas políticos, jornalistas, amigos e praticamente todo mundo insiste que ela existe mesmo por aqui. Ridículo. Esse aí já foi alcunhado aqui no blog em diversas oportunidades como realmente deve: ladrão. E dos maiores. Covarde também, já que para se livrar da cana tentou bajular o juiz. Levou tinta. O "italiano" é do PT, só para deixar claro. Considerar esses canalhas como homens de esquerda é trilhar o caminho mais fácil, o da preguiça intelectual. De vez em quando faz bem sair da pasmaceira, tentar enxergar o que há do outro lado, transcender, sair do ponto morto. Enfim, pensar e ter o mínimo de honestidade intelectual: esses homens não são de esquerda. Ninguém que esteja no PT pode ser considerado de esquerda. Os que tinham alguma dignidade foram saindo do partido na medida que esse se tornava cada vez mais entreguista, pelego, neoliberal. Enfim, de direita. (Mister XYZ)

"TICKET TO RIDE" - SINGLE - UK FIRST PRESS

Ok, não faz parte da fase mais trabalhada e madura da banda, mas "Ticket to Ride" é para mim uma das melhores músicas dos Beatles. Ela sempre me transmitiu e ainda transmite uma sensação de beleza melancólica, talvez um saudosismo de um tempo que não vivi. Me lembra os meus tios, irmãos mais novos de minha mãe, que adoram o grupo de Liverpool. Um deles inclusive eu achava muito parecido com o George Harrison. Criei coragem e finalmente comprei a primeira versão inglesa do single. Vai ser emocionante receber isso em casa. (Mister XYZ)

CINISMO

É impressionante como a elite é cínica. Atrasada, ignorante e principalmente... cínica. (Mister XYZ)


VLADIMIR SAFATLE


O cinismo é uma forma de racionalidade


Freud nos traz um relato no qual um homem, depois de cuidar por meses de seu pai doente que acabara de morrer, começa a sonhar que ele estava novamente em vida e que lhe falava normalmente. Esse sonho era vivenciado de forma extremamente dolorosa, já que o pai agia de maneira natural, mas a condição de não saber que estava morto. Ao produzir um sonho dessa natureza, o sujeito demonstrava estar preso em um tempo assombrado por mortos que não estavam enterrados, mortos que ocupavam o lugar dos vivos, repetindo cenas e rituais que não tinham mais sentido algum, pois cenas e rituais de um morto que luta por não querer saber.
Podemos dizer que não apenas sujeitos mas sociedades podem entrar neste tempo paralisado e em apodrecimento. Elas serão submetidas a um espetáculo miserável de mortos que agem como se estivessem vivos, que ocupam o espaço dos vivos, que continuam a fazer discursos que já não têm realidade alguma, que julgam a partir de uma autoridade que eles já não têm.
Essas sociedades acreditam poder se estabilizar sobre uma profunda ausência de legitimidade, um pouco como esses personagens de desenho animado que continuam a correr mesmo que não estejam mais em solo firme, mas no abismo. Essas são sociedades cuja paixão central é o desejo de não querer saber.
O Brasil das últimas semanas demonstrou claramente o que isso significa. Comandado por uma casta política de pessoas mortas, em grau profundo de corrupção e desagregação, ele parece querer continuar sem saber que já não existe mais sequer como democracia mínima de fachada. O Brasil assumiu de vez sua face de oligarquia cujos governantes e juízes permanecem no poder a despeito de qualquer consideração pela vontade popular.
Pouco importa se seu governo foi indicado pela imprensa internacional como um dos cinco mais impopulares do mundo, se as manifestações contra ele se espalham pelo país. Isso não irá influenciar as decisões governamentais, não irá modificar seus discursos.
Pouco importa se seu "presidente" foi gravado em caso explícito de formação de quadrilha, prevaricação e cumplicidade com banditismo. Os juízes agirão como se as gravações não existissem e utilizarão, ainda, os mais rasteiros sofismas para se justificarem.
Mas, quando os mortos sobem à cena, uma explicitação importante ocorre no nível dos discursos. Vemos então uma forma de conservação de discursos desprovidos de legitimidade, de práticas discursivas repetidas tendo em vista certa "estabilização na anomia" que poderíamos chamar de "cinismo".
Cinismo não é apenas um julgamento moral, mas uma certa forma de racionalidade. Cínicas são as ações nas quais repetimos a aparência de legitimidade, mesmo sabendo que todos compreendem que se trata apenas de aparência. Um pouco como vimos na semana passada, com uma verdadeira aula de cinismo ilustrado dada pelo pilar do desgoverno atual, a saber, o grão-tucanato. O mesmo tucanato que entrou como uma ação de cassação de chapa Dilma-Temer, que insuflou o presidente do TSE, homem de relações orgânicas com o partido, a não levar adiante a cassação, para no final afirmar que iria recorrer da decisão tomada "por si próprio", mesmo que seu partido continue a prometer juras de amor e a sustentar o governo.
Essa racionalidade cínica exige que a repetição da aparência deva ser feita como se estivéssemos diante da exigência de continuar a jogar um jogo sem sentido, a ter uma crença desprovida de crença, a fingir que democracia ainda há.
Há uma função "terapêutica" nisso tudo. Pois assim poderemos ridicularizar o poder ao mesmo tempo que a ele nos submetemos.
De fato, em seus momentos de desagregação o Brasil não leva sua casta dirigente à guilhotina, não invade o Ministério da Fazenda ou seus palácios. Ele encontra alguma forma de alívio em submeter-se a um poder que não exige mais crença alguma. Como se fosse possível continuar a viver esquecendo, por um momento, que o poder existe.
No entanto países que um dia levaram seus dirigentes à guilhotina e à forca (como a França e a Inglaterra) conseguiram civilizar minimamente sua classe dirigente. Eles a civilizaram através de certo medo pelo povo que se inscreve no imaginário do poder. Com guilhotina ou não (pois isso pode ser visto apenas como metáfora), uma coisa é certa; no Brasil, falta ao poder temer o povo.

domingo, 25 de junho de 2017

CORRIDA MALUCA

Bom, todos devem ter visto e os comentários estão na internet para os interessados. Vou destacar apenas a transmissão horrorosa da Globo com o Luís Roberto, um Galvão Bueno piorado (se é que isso é possível), pachequista extremo e ridículo. Um desavisado que tenha assistido à prova deve estar pensando que o Massa é um fenômeno, uma espécie de mistura Fangio/Clark/Prost/Senna/Piquet/Schumacher. Impressionante a falta de noção e a chatice do locutor. Acabei de ver o replay no SporTV 2, com o Lito Cavalcanti, Max Wilson e Sérgio Maurício, muito melhor. (Mister XYZ)

ASSEN É DE VALENTINO ROSSI...

A MotoGp é sem dúvida o maior espetáculo da Terra quando o assunto é velocidade. Acabou agora na Holanda com uma vitória exuberante do veteraníssimo italiano "papando" Danilo Petrucci na última volta e vencendo de maneira fantástica. (Mister XYZ)

sábado, 24 de junho de 2017

30 ANOS ESSA NOITE

Para mim jogou tanto quanto Pelé e Maradona. O garoto é tão espetacular que mesmo sem a velocidade de antes, continua o melhor do planeta, longe, mas muito longe mesmo dos pobres mortais (Cristiano Ronaldo é um definidor magnífico, mas infinitamente inferior ao argentino). Mister XYZ

DICA DE LIVRO

O meu exemplar (de papel, sempre) está a caminho. Vou reservar algumas madrugadas no trabalho para ler o meu escritor (e polemista) brasileiro preferido. (Mister XYZ)