segunda-feira, 26 de junho de 2017

SUA BATATA ESTÁ ASSANDO...

O segundo presidente mais patético do planeta (o primeiro, não é preciso citar, né?) foi denunciado hoje: corrupção passiva, mas todos sabemos, daria para encher uns 300 metros de folhas de papiro com as maracutaias que o homem carrega nas costas. Só em um país do nosso nível que uma figura dessa chega à presidência. Ah, lembrar, escolha do nosso "partido de esquerda" para ocupar a vice-presidência. (Mister XYZ)

CONDENADO!

A "esquerda" do nosso bananão é uma piada, mas cientistas políticos, jornalistas, amigos e praticamente todo mundo insiste que ela existe mesmo por aqui. Ridículo. Esse aí já foi alcunhado aqui no blog em diversas oportunidades como realmente deve: ladrão. E dos maiores. Covarde também, já que para se livrar da cana tentou bajular o juiz. Levou tinta. O "italiano" é do PT, só para deixar claro. Considerar esses canalhas como homens de esquerda é trilhar o caminho mais fácil, o da preguiça intelectual. De vez em quando faz bem sair da pasmaceira, tentar enxergar o que há do outro lado, transcender, sair do ponto morto. Enfim, pensar e ter o mínimo de honestidade intelectual: esses homens não são de esquerda. Ninguém que esteja no PT pode ser considerado de esquerda. Os que tinham alguma dignidade foram saindo do partido na medida que esse se tornava cada vez mais entreguista, pelego, neoliberal. Enfim, de direita. (Mister XYZ)

"TICKET TO RIDE" - SINGLE - UK FIRST PRESS

Ok, não faz parte da fase mais trabalhada e madura da banda, mas "Ticket to Ride" é para mim uma das melhores músicas dos Beatles. Ela sempre me transmitiu e ainda transmite uma sensação de beleza melancólica, talvez um saudosismo de um tempo que não vivi. Me lembra os meus tios, irmãos mais novos de minha mãe, que adoram o grupo de Liverpool. Um deles inclusive eu achava muito parecido com o George Harrison. Criei coragem e finalmente comprei a primeira versão inglesa do single. Vai ser emocionante receber isso em casa. (Mister XYZ)

CINISMO

É impressionante como a elite é cínica. Atrasada, ignorante e principalmente... cínica. (Mister XYZ)


VLADIMIR SAFATLE


O cinismo é uma forma de racionalidade


Freud nos traz um relato no qual um homem, depois de cuidar por meses de seu pai doente que acabara de morrer, começa a sonhar que ele estava novamente em vida e que lhe falava normalmente. Esse sonho era vivenciado de forma extremamente dolorosa, já que o pai agia de maneira natural, mas a condição de não saber que estava morto. Ao produzir um sonho dessa natureza, o sujeito demonstrava estar preso em um tempo assombrado por mortos que não estavam enterrados, mortos que ocupavam o lugar dos vivos, repetindo cenas e rituais que não tinham mais sentido algum, pois cenas e rituais de um morto que luta por não querer saber.
Podemos dizer que não apenas sujeitos mas sociedades podem entrar neste tempo paralisado e em apodrecimento. Elas serão submetidas a um espetáculo miserável de mortos que agem como se estivessem vivos, que ocupam o espaço dos vivos, que continuam a fazer discursos que já não têm realidade alguma, que julgam a partir de uma autoridade que eles já não têm.
Essas sociedades acreditam poder se estabilizar sobre uma profunda ausência de legitimidade, um pouco como esses personagens de desenho animado que continuam a correr mesmo que não estejam mais em solo firme, mas no abismo. Essas são sociedades cuja paixão central é o desejo de não querer saber.
O Brasil das últimas semanas demonstrou claramente o que isso significa. Comandado por uma casta política de pessoas mortas, em grau profundo de corrupção e desagregação, ele parece querer continuar sem saber que já não existe mais sequer como democracia mínima de fachada. O Brasil assumiu de vez sua face de oligarquia cujos governantes e juízes permanecem no poder a despeito de qualquer consideração pela vontade popular.
Pouco importa se seu governo foi indicado pela imprensa internacional como um dos cinco mais impopulares do mundo, se as manifestações contra ele se espalham pelo país. Isso não irá influenciar as decisões governamentais, não irá modificar seus discursos.
Pouco importa se seu "presidente" foi gravado em caso explícito de formação de quadrilha, prevaricação e cumplicidade com banditismo. Os juízes agirão como se as gravações não existissem e utilizarão, ainda, os mais rasteiros sofismas para se justificarem.
Mas, quando os mortos sobem à cena, uma explicitação importante ocorre no nível dos discursos. Vemos então uma forma de conservação de discursos desprovidos de legitimidade, de práticas discursivas repetidas tendo em vista certa "estabilização na anomia" que poderíamos chamar de "cinismo".
Cinismo não é apenas um julgamento moral, mas uma certa forma de racionalidade. Cínicas são as ações nas quais repetimos a aparência de legitimidade, mesmo sabendo que todos compreendem que se trata apenas de aparência. Um pouco como vimos na semana passada, com uma verdadeira aula de cinismo ilustrado dada pelo pilar do desgoverno atual, a saber, o grão-tucanato. O mesmo tucanato que entrou como uma ação de cassação de chapa Dilma-Temer, que insuflou o presidente do TSE, homem de relações orgânicas com o partido, a não levar adiante a cassação, para no final afirmar que iria recorrer da decisão tomada "por si próprio", mesmo que seu partido continue a prometer juras de amor e a sustentar o governo.
Essa racionalidade cínica exige que a repetição da aparência deva ser feita como se estivéssemos diante da exigência de continuar a jogar um jogo sem sentido, a ter uma crença desprovida de crença, a fingir que democracia ainda há.
Há uma função "terapêutica" nisso tudo. Pois assim poderemos ridicularizar o poder ao mesmo tempo que a ele nos submetemos.
De fato, em seus momentos de desagregação o Brasil não leva sua casta dirigente à guilhotina, não invade o Ministério da Fazenda ou seus palácios. Ele encontra alguma forma de alívio em submeter-se a um poder que não exige mais crença alguma. Como se fosse possível continuar a viver esquecendo, por um momento, que o poder existe.
No entanto países que um dia levaram seus dirigentes à guilhotina e à forca (como a França e a Inglaterra) conseguiram civilizar minimamente sua classe dirigente. Eles a civilizaram através de certo medo pelo povo que se inscreve no imaginário do poder. Com guilhotina ou não (pois isso pode ser visto apenas como metáfora), uma coisa é certa; no Brasil, falta ao poder temer o povo.

domingo, 25 de junho de 2017

CORRIDA MALUCA

Bom, todos devem ter visto e os comentários estão na internet para os interessados. Vou destacar apenas a transmissão horrorosa da Globo com o Luís Roberto, um Galvão Bueno piorado (se é que isso é possível), pachequista extremo e ridículo. Um desavisado que tenha assistido à prova deve estar pensando que o Massa é um fenômeno, uma espécie de mistura Fangio/Clark/Prost/Senna/Piquet/Schumacher. Impressionante a falta de noção e a chatice do locutor. Acabei de ver o replay no SporTV 2, com o Lito Cavalcanti, Max Wilson e Sérgio Maurício, muito melhor. (Mister XYZ)

ASSEN É DE VALENTINO ROSSI...

A MotoGp é sem dúvida o maior espetáculo da Terra quando o assunto é velocidade. Acabou agora na Holanda com uma vitória exuberante do veteraníssimo italiano "papando" Danilo Petrucci na última volta e vencendo de maneira fantástica. (Mister XYZ)

sábado, 24 de junho de 2017

30 ANOS ESSA NOITE

Para mim jogou tanto quanto Pelé e Maradona. O garoto é tão espetacular que mesmo sem a velocidade de antes, continua o melhor do planeta, longe, mas muito longe mesmo dos pobres mortais (Cristiano Ronaldo é um definidor magnífico, mas infinitamente inferior ao argentino). Mister XYZ

DICA DE LIVRO

O meu exemplar (de papel, sempre) está a caminho. Vou reservar algumas madrugadas no trabalho para ler o meu escritor (e polemista) brasileiro preferido. (Mister XYZ)

66 POLES

Marca fantástica, mostrando que o inglês é mesmo muito rápido. Ultrapassou Senna e com mais três deixa Schumacher para trás. Amanhã tem o GP do Azerbaijão. (Mister XYZ)

FOTHERINGAY - LIVE AT THE BEAT CLUB, 1970

Olha ela aí. Quando eu passar dessa para melhor quero ser recebido pela voz de Sandy Denny ao chegar ao céu(???!?). Mister XYZ

RIVALIDADE

A ESPN está passando um documentário sensacional sobre o embate histórico entre o Boston Celtics e o Los Angeles Lakers na NBA dos anos 80. São 5 horas juntando as três partes e é imperdível, não só para quem gosta de basquete, mas também para os que curtem uma história bem contada de rivalidade, ódio, alta competitividade e emoção. Leiam os horários das repetições no texto nos comentários. (Mister XYZ)




sexta-feira, 23 de junho de 2017

POR OUTRO LADO...

Pqp, eu estou sempre voltando a esse vídeo, adrenalina na veia, pau puro. É incrível existir isso e nunca uma boa alma ter filmado os Stooges nessa mesma época. Eu daria tudo para ver dez minutos de Fun House ao vivo... (Mister XYZ) 

ROLOU NA REDAÇÃO...

Grupo formado em 1970 após a primeira saída de Sandy Denny (a voz feminina mais bonita do rock) do Fairport Convention. Botei no CD-player ontem à tardinha e parecia que anjos sobrevoavam minha casa, tal a sensação de calma. Ouçam. (Mister XYZ)

FALTA DE VERGONHA...

Eu gosto quando um articulista chuta o pau da barraca desse jeito, fica mais próximo da realidade. (Mister XYZ)



CELSO ROCHA DE BARROS


Governo Temer parece ter ficado mais forte à medida que perdeu a vergonha

Bom, se alguém tinha alguma dúvida, Joesley Batista, na "Época", e Lúcio Funaro, na "Veja", disseram com todas as letras que Temer era uma peça importante no esquema de corrupção do PMDB da Câmara. Se alguém disser que teve um infarto com o susto da descoberta de que Temer é picareta, sugiro checar se o colesterol já não estava alto.
Agora a questão é saber se as denúncias derrubarão o presidente. Um fim de semana como este último teria derrubado Dilma, Lula ou mesmo FHC. Mas, até aí, o áudio do Joesley também teria. Se algum dos predecessores de Temer fosse pego como Temer foi, o máximo que poderiam ambicionar daí em diante seria a presidência do Boa Esporte durante a liberdade condicional.

E, no entanto, desde que as denúncias começaram, Temer não só não caiu como foi absolvido por Gilmar no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Agora torce para que as denúncias da PGR (Procuradoria-Geral da República) cheguem logo à Câmara para que Rodrigo Maia as mate no peito.
Na verdade, o governo Temer parece ter ficado mais forte à medida que perdeu a vergonha.
Para os políticos e empresários com medo das delações (das que já aconteceram e das que ainda podem acontecer ), não há qualidade maior em um presidente da República do que medo da polícia. A esperança é que, tentando se livrar, Temer livre todo mundo.
Em entrevista recente à Folha, Temer disse que muita gente havia gostado de seu discurso pós-Joesley, dizendo "Agora sim, temos presidente". Para quem pensou que esta "muita gente" fosse a população em geral, pareceu absurdo. Não acho que fosse.
E Temer também é beneficiado pelo próprio desastre. Afinal, o impeachment de Dilma Rousseff deixou como lição que nem sempre vale a pena substituir um governo impopular por seja lá que malandro for o seguinte na lista de sucessão.
Enquanto isso, Temer procura um novo PGR para substituir Janot, que vem recebendo ataques da turma chapa-caucasiana. Dadas as características que Temer procura em um novo PGR, o nome mais indicado parece ser o do traficante mexicano "El Chapo", que recentemente supervisionou com sucesso a construção de um túnel ligando sua cela a um lugar suficientemente longe.
O mais difícil, no momento, é saber de onde pode vir a reação. Enquanto ela depender dos pequenos Rede Sustentabilidade e PSOL, Temer está em casa. Os empresários fazem ruídos de desaprovação mas parecem topar mais ou menos qualquer coisa em troca das reformas. Nenhum dos grandes partidos ficaria muito triste se Temer conseguisse parar a Lava Jato. Nossos outsiders, Doria e Bolsonaro, estão fazendo exatamente o que Temer gostaria que todos fizessem: falando de outra coisa.
É nessa hora que malucos e aventureiros de caráter duvidoso aparecem dando sugestões utópicas. Eu, por exemplo, tenho uma sugestão utópica.
O que eu acho que deveríamos fazer é o seguinte: negociar, dentro da sociedade civil, sindicatos de um lado, patrões do outro, um ajuste fiscal socialmente aceitável. Que venham para a conversa os outros movimentos sociais, as igrejas, os intelectuais, todo mundo. Se chegássemos a um acordo sobre como dividir a conta do ajuste, três quartos da polarização atual morreriam na hora.
E nenhum dos picaretas conseguiria sobreviver 15 minutos sem os radicais do seu lado fazendo barulho para acobertar sua fuga. 

DOR

É um mundinho muito do idiota esse que habitamos. (Mister XYZ)


DOR GARANTIDA POR LEI


RUY CASTRO

Uma PEC (proposta de emenda constitucional) aprovada há pouco pela Câmara dos Deputados e prestes a ser confirmada pelo Senado determina que, ao contrário do que dispôs o STF (Supremo Tribunal Federal), o Brasil considere legal que se obrigue um boi a correr numa arena entre dois cavalos montados por vaqueiros que tentam jogá-lo ao chão, puxando seu rabo. Em breve, traduzido para o legalês castiço e sob o nome fantasia de vaquejada, isso estará na Constituição.
Na prática, significa que será constitucional encurralar —tornar indefeso— um boi e submetê-lo à chibata, de modo a infligir-lhe tal dor e pavor que, uma vez liberto, ele contrarie a sua natureza de animal lento e inofensivo e saia descontrolado pela arena, tentando fugir dos que o maltratam e dando ensejo a ser perseguido e derrubado pelos dois homens a cavalo.
A Constituição garantirá que sua cauda, ao ser agarrada, puxada e torcida e sofrer brutal tração pelo vaqueiro, esteja sujeita ao rompimento dos ossos que a compõem ou, no mínimo, ao desenluvamento, que é a violenta retirada de pele e tecidos. O texto constitucional autorizará ainda que o boi sofra fraturas nas patas, ruptura de vasos sanguíneos e lesões nas vértebras, na medula espinal e nos órgãos internos. Pelo mesmo artigo, a Constituição propiciará aos cavalos o direito de também serem açoitados ao mesmo tempo que o boi (para acompanhá-lo na velocidade) e terem o ventre retalhado pela esporas em forma de estrela.
A Constituição, já vergada ao peso de tantas emendas, acolherá tudo isto porque os congressistas não podem ficar mal com os eleitores das regiões em que a vaquejada é uma manifestação "cultural".
A legalização da crueldade e da covardia não ameniza o sofrimento das vítimas, mas permite a seus algozes um sono bem pago e sem culpa. 

TRIO WANDERER

Continua a audição do Trio Wanderer. (Mister XYZ)

domingo, 18 de junho de 2017

EU VOU DANADO PRA CATENDE...

Se eu vi isso alguma vez tinha me esquecido completamente. Simplesmente Alceu, Zé Ramalho e Lula Côrtes na linha de frente, acompanhados do Ave Sangria, Ivinho na guitarra, Israel Semente (que vimos naquele show do "Espelho Cristalino" em JF) na bateria, Paulo Rafael (baixo ou guitarra base???), Zé da Flauta, a turma toda... Pqp, isso é histórico. (Mister XYZ)

sexta-feira, 16 de junho de 2017

COLIGAÇÃO


PAINEL DO LEITOR - FOLHA SP

PMDB, PSDB e TSE: isso sim é coligação!

MOUZAR BENEDITO (São Paulo, SP)

quarta-feira, 14 de junho de 2017

DICA DE CD

Alguém recomendou e fui conferir a performance desse Trio Wanderer. Comprei quatro CDs e esse foi o único que chegou até agora. Um Brahms menos austero, eu achei. (Mister XYZ)

ESTANCAR A SANGRIA...

PAINEL DO LEITOR - FOLHA SP

Só no Brasil um réu indica os juízes que julgarão seu caso. Os próximos passos para estancar a sangria são: indicar um aliado à PGR quando Janot sair, trocar o delegado geral da PF, barrar o pacote anticorrupção no Congresso, anistiar o caixa dois e manter o foro privilegiado. A população, que antes protestava, agora aceita tudo como verdadeiros patos. Alguém aumente a passagem em R$ 0,20, por favor!
CRISTIANO PENHA (Campinas, SP)

LORELLE MEETS THE OBSOLETE

Esses grupos psicodélicos que o Barcinski adora indicar. Eu gosto. (Mister XYZ)

Bailarino Silencioso!

Esse talvez seja um dos apelidos mais bem casados que ja vi na minha vida!
A elegancia com que  Kevin Durant faz do seu jogo uma arte e de emocionar.
Ainda bem que ele foi campeão esse ano. Teria sido mais uma crueldade do esporte
nao coroar esse atleta com um titulo em seu melhor momento!
Ressaltando que todo o conjunto do Golden, talvez seja um dos melhores de toda a historia da NBA.

Fernando

CIGARETTES AFTER SEX

Olha os garotos aí... (Mister XYZ)

O PAÍS DA VERGONHA...

É assim em todos os lugares. Os poderosos se unem para manter a impunidade, o ócio, o lucro fácil, o controle covarde sobre os mais fracos. (Mister XYZ)

O BAILARINO

Eu fiz a pergunta aqui nesse blog no início da temporada: será possível que os Warriors não ganhem o campeonato depois da contratação de Kevin Durant? Mesmo com toda a força e talento dos Cavs, não foi possível parar a máquina de jogar basquete da Califórnia. Destaque também para Curry, que jogou muito nos momentos decisivos. (Mister XYZ)

domingo, 11 de junho de 2017

DICA DE CD

A intelligentsia da crítica musical tupiniquim gosta de avacalhar com o garoto, mas a verdade é que tudo o que ele lançou até hoje é de excelente qualidade. Agora o rapper paulista põe no mercado um ótimo disco de... samba. O cara sabe fazer de tudo. (Mister XYZ)

LA DÉCIMA...

Mais uma vez eu digo que não imaginei Nadal ganhando o décimo título na França. Para mim a carreira do espanhol tinha acabado quando o vi com imensa dificuldade para jogar em torneios menores, inclusive aqui no Brasil. Mas havia um planejamento meticuloso por trás do gênio e o touro voltou à sua melhor forma (um pouco menos veloz). É um espanto que Federer tenha dominado o circuito de quadras duras no primeiro semestre e Nadal o saibro, não dando chances a Djokovic e Murray. Para quem gosta e acompanha o Tênis, uma emoção presenciar o que esses dois estão fazendo, o suíço com 35 anos, o espanhol com 31. Esta é sem dúvida a melhor temporada dos últimos anos e estou muito curioso para ver o desempenho de Federer na grama. Quanto à final hoje, Rafa não deu nenhuma chance a Wawrinka, foi um atropelamento e uma aula. Parabéns, grande campeão! (Mister XYZ)

NÃO É PARA PRINCIPIANTES...

A garota estava afiada nesse texto. O Brasil não é mesmo para principiantes, ela tem razão. Depois desse artigo nosso "comandante" já obteve "vitórias" só possíveis em um lugar sujo como o nosso país. O pior de tudo é pensar que não há alternativa razoável, pois não temos esquerda por aqui. mas qualquer coisa é melhor que esses bandidos no poder (bom, deve ter coisa pior sim, aqui no bananão sempre tudo pode piorar). (Mister XYZ)


FERNANDA TORRES


Tchau, querido



Houve golpe no Brasil. E mais de um.
Houve golpe na eleição de 2014, que retesou tarifas para fingir controle na economia. Houve golpe naquela campanha vergonhosa, com o feijão sumindo do prato. Houve golpe nas pedaladas e no uso deslavado do caixa dois.
Houve golpe em Pasadena, Abreu e Lima e nos favorecimentos do BNDES. Houve golpe na Petrobras e em Furnas. Foi tudo golpe, além, da traição do PMDB.
Os que defendiam a permanência de Dilma Rousseff afirmavam que Temer perpetuaria o roubo e cortaria as asas da Justiça. Ruim com ela, pior sem ela, era o brado dos "Fora, Temer".
De argumento parecido se valeu o ex-vice, ao dizer que era preciso deixá-lo no cargo, para garantir a retomada da economia. Hoje, isolado como está, já deve ter entendido que é justo o contrário.
A Santa Inquisição de Dilma foi lenta e tortuosa, não resistiríamos a outro processo. Pelos solavancos do touro mecânico da Presidência, para citar Fábio Porchat, o Béla Lugosi do Jaburu aguarda apenas o coice honroso do TSE.
O PMDB passou as últimas décadas agindo como eminência parda, a matéria escura da política brasileira. Onipresente e invisível ao olho nu do eleitor, era (e é) em torno dele que gravitava a coalizão partidária.
Graças ao impeachment, a dracolândia abandonou as trevas e foi exposta ao sol abrasador do Planalto Central. Isso sempre me pareceu um dado novo e relevante. Pela primeira vez, desde a redemocratização, conhecemos quem, há muito, nos governa: homens brancos, saídos da Brasília dos anos 1970, afeitos a ternos demodês.
Alheios à sociedade, não tiveram nem o cinismo de incluir mulheres e negros no quadro ministerial. E, em conluio com o tucanato e a bancada BBB, deram de baixar o cacete em índio, promover desmatamento em reserva ambiental, liberar pesticida na lavoura, arranha-céu em zona histórica, meia hora de almoço para trabalhador e aposentadoria para defunto.
No embalo das medidas para deter o desastre econômico da era Dilma, do qual não guardo nenhuma saudade, a Transilvânia se viu livre para botar os dentes de fora.
O problema é que sugar pescoços à luz do dia se mostrou tarefa árdua para aqueles acostumados à discrição dos gabinetes. Geddel Vieira dançou na mão de um ministrinho da Cultura, e o Vincent Price do Alvorada teve o peito cravado por uma estaca grampeada pelo açougueiro do boi sequestro.
O PMDB se tornou frágil no momento em que se fez visível.
A fúria dos Van Helsing da PF e da nova geração de juízes impressiona. A nação de Savonarolas. Demétrio Magnoli diagnostica uma dupla conspiração, entre a Justiça e o Executivo. Os poderes racharam. Perto disso, a disputa entre PT e PSDB virou fichinha.
Se Wesley e Joesley Safadões saírem incólumes dessa mixórdia, proponho a canonização de Marcelo Odebrecht como mártir da Lava Jato. E, se a JBS é modelo de negociações público-privadas, pagando a multa da ladroagem com a valorização do câmbio, sugiro legalizar o comércio de armas e drogas, e transformar o PCC num partido-empresa.
E para ocupar o deserto de homens e ideias de 2018, sugestão de uma amiga, lanço, com base no Mais Médicos, a campanha Mais Presidentes, convidando líderes aposentados do exterior para se alistarem na corrida eleitoral. Mujica e Obama despontam firmes na liderança.
A fila anda.
Tchau, querido. 

sábado, 10 de junho de 2017

CIGARROS APÓS O SEXO...

Alguém deu a dica, anotei, falta de tempo, só agora fui conferir. Gostei muito. (Mister XYZ)

ALGUMAS FRASES DE NOSSOS POLÍTICOS SOBRE RODRIGO ROCHA LOURES...

Para deixar claro (ainda precisa???) que no Brasil só tem cretino na política. (Mister XYZ)



"Ele [Rocha Loures] aqui operava não só auxiliando a mim no Brasil todo, mas basicamente como uma espécie de embaixador do Paraná"
                                                                   (Michel Temer)


"A sabedoria de convocar para vice o 'Zé Alencarzinho do Paraná', um menino de caráter, filho de um homem de bem (...). Vocês podem estar trabalhando para construir uma nova geração de políticos no Estado."
                                                           (Luís Inácio "Lula" da Silva)

 "Figura fantástica, empresário jovem e talentoso"
                                                  (Dilma Rousseff)


É por isso que estamos onde estamos... (Mister XYZ)

E A GAROTINHA PAPOU O TÍTULO NO FEMININO...

Vinte anos, nascida exatamente no dia que Guga ganhou o seu primeiro título na França, Jelena Ostapenko despachou Simona Halep e venceu de maneira sensacional Roland Garros. Pela primeira vez desde 1933 uma não cabeça de chave vence em Paris. Fantástico. (Mister XYZ)

LA DÉCIMA...

Grande final reunindo Nadal, de volta ao seu melhor tênis no saibro e um Wawrinka, que se estiver com a esquerda calibrada é perigosíssimo. Não perco de jeito nenhum. (Mister XYZ)

LUTO

Vi muito e sempre achei engraçada demais essa série dos anos 60, tanto é que tenho todos os capítulos em DVDs piratas e mais recentemente comprei o box oficial (ainda não vi, mas se há um Deus justo, esse trabalhador braçal e operário explorado ainda terá o paraíso na Terra, ou seja, um tempinho para assistir a pilha de DVDs que acumulam nas estantes e chão da minha casa). Adam West, um Batman engraçadíssimo, morreu hoje. (Mister XYZ)




THALES DE MENEZES

Péssimo ator, Adam West foi o melhor Batman


Adam West, que morreu aos 88 anos, nesta sexta (9), nunca conseguiu fugir da sombra do personagem que interpretou numa das séries de TV mais populares da história. Até porque um amigo dentista implantou o símbolo do Batman, aquele morceguinho estilizado, em um dos molares do ator.
O caso dele é diferente de outros atores que ficaram famosos com um determinado personagem e depois tentaram deixá-lo para trás, buscando "novos desafios". Adam West sempre demonstrou carinho e orgulho por ter interpretado Batman em 120 episódios, entre 1966 e 1968.
Na verdade, ele tirou a sorte grande quando foi selecionado para o papel. West tinha 37 anos, sem conseguir estourar na carreira. Exibia um currículo extenso em séries televisivas muito populares, entre elas "Perry Mason", "Gunsmoke" e "A Feiticeira", mas parecia destinado a ser eterno coadjuvante.
A chance em "Batman" não veio porque tivesse mostrado alguma evolução nas pontas que conquistava nessas séries. A sorte apareceu depois que fez alguns comercias para o achocolatado Quick, da Nestlé.
Os produtores queriam alguém desconhecido para personificar o herói do gibi. Assim, o fato de ter 12 anos de carreira sem destaque passou de algo negativo à condição de passaporte para o sucesso.
Hoje, seu personagem na TV parece muito distante da versão predominante do Batman, um herói amargo, sombrio, violento. Trata-se de um personagem de HQ que teve muitos tratamentos diferentes em cada mídia. Mesmo em apenas uma delas, o cinema, já foi apresentado de várias maneiras, dependendo do cineasta no comando da produção.
A aposta em 1966 foi criar um seriado com humor, violência zero e elementos visuais coloridos da então efervescente pop art (como as onomatopeias que explodiam na tela para reproduzir o som de socos e pontapés nas lutas do herói). O resultado se inseriu facilmente na iconoclastia que marcava a emergente contracultura nos anos 1960.
West acertou a mão em criar um tipo nada heroico. Seu Batman não era o superdetetive dos gibis (dependia demais de um impagável batcomputador), não tinha o físico sarado (exibia uma saliente barriguinha), ficava ruborizado com o assédio da Mulher-Gato ou da Batgirl, e ainda sofria muito para educar seu pupilo Robin.
Falando em Robin, parece apenas invenção um suposto affair entre West e o ator Burt Ward, que fez o papel de Robin na série. A história ainda permanece sustentada por alguns biógrafos e é desmentida pelos dois. A dupla, vestida com aquelas malhas, era praticamente uma piada pronta, mas a amizade dos dois atores teria seguido uma rotina de excessos de bebidas e sexo livre com todas as garotas à disposição.
Durante a produção do seriado, West aproveitou uma fase de solteirice depois do segundo casamento. Só em 1970 voltaria a se casar, quando a fama conquistada na série já estava passando e ele tinha dificuldades em conseguir novos trabalhos.
Embora tenha participado de quase 200 produções para cinema e TV, West só teve protagonismo em "Batman". E a razão é simples: era um péssimo ator, como uma garimpada em seus momentos de coadjuvante antes do Homem-Morcego pode comprovar.
A partir dos anos 1970, West continuava um mau ator e, ainda por cima, ligado fortemente a um personagem conhecido por todo mundo, gente de qualquer idade. Nenhum produtor com juízo perfeito iria apostar no eterno Batman cafona da TV em outro papel.
West só teve paz de espírito e dinheiro no bolso quando parou de lutar contra o personagem. Agarrou a batcapa e pegou carona com as reinvenções sofridas pelo herói nas últimas décadas. Dublou Batman em séries de animação e games, virou figura fácil nas convenções de fãs de quadrinhos e assumiu de vez que sua carreira poderia ser resumida a isso.
Era um ótimo entrevistado, sempre disposto a relembrar bastidores da série (que foram foco de uma autobiografia em 1994), e tinha paciência para discutir sobre Batman com nerds que beijavam sua mão. Afinal, é possível discordar sobre quais diretores de cinema ou autores de quadrinhos fizeram versões melhores ou piores de Batman, mas todo mundo adora o herói que descia de batposte da mansão Wayne até a batcaverna. E esse era Adam West.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

COMEÇA AGORA...

Dois jogões pela semi de Roland Garros. (Mister XYZ)

DICA DE CD

Ouvi pelo Ipad (então a avaliação fica prejudicada), mas me parece arrasador o novo trabalho de Ice T e seu Body Count. Pesadíssimo! (Mister XYZ)

quinta-feira, 8 de junho de 2017

CORRUPTOS DE ESTIMAÇÃO

Simples, simples, simples... (Mister XYZ)



DELTAN DALLAGNOL

As ilusões da corrupção


A corrupção vende ilusões. No espelho, o Brasil se enxergava mais bonito do que era, mas a Lava Jato revelou uma dura realidade.
A cada mês, pencas de novos políticos e empresas são implicados, de diferentes partidos e setores. Grande parte da elite política e boa parte da elite econômica se uniram para lucrar e manter o poder por meio da corrupção.
Fazer política e ser amigo do "rei" se tornou um excelente negócio no país. Além de enriquecerem juntos, os grandes corruptos sempre se protegeram, desde que o Brasil é Brasil, e não se deixaram punir.
A explicação é simples: o mecanismo da punição é a lei. Os donos do poder garantem sua própria impunidade porque influenciam tanto o conteúdo da lei como quem a aplica.
Olhando para além do espelho, observam-se distorções na percepção de níveis de igualdade, democracia e estabilidade política no Brasil.
A República evoca a ideia do governo "entre iguais". Igualdade perante a lei existe no papel, mas na realidade estamos presos à máxima de Maquiavel: "Aos amigos os favores, aos inimigos a lei".
Quando circunstâncias históricas excepcionais violam a proibição de prender criminosos da elite, os Poderes são conclamados a restabelecê-la. O Supremo é demandado a rever posições -alguém altera seu voto-, pois é preciso mudar para que tudo fique igual.
O governo então se move para drenar a equipe policial, até que ela se torne infrutífera. O Congresso avança projetos para "estancar a sangria". É necessário sufocar a rebelião da lei contra o establishment.
Outra ilusão é a de que há, no Brasil, uma democracia substancial. O povo escolhe seus representantes, mas, no mar de candidatos, desponta quem aparece mais. Aparece mais quem gasta mais. Gasta mais, frequentemente, quem desvia mais.
A "seleção natural" faz com que os corruptos tendam a sobreviver na política. A Lava Jato revelou que partidos receberam mais em propinas do que em verbas do fundo partidário. A sociedade se tornou prisioneira de um sistema corrupto.
Como consequência, aqueles que deveriam representar a população se ocupam de agradar as grandes empresas em troca de leis, subsídios e contratos públicos.
Por fim, a estabilidade política, necessária para a economia prosperar, revelou-se precária. Em troca dela, o país é chantageado a aceitar a corrupção dos donos do poder.
A chave para a recuperação econômica é usada como moeda de troca, para garantir a impunidade dos grandes corruptos e a continuidade dos esquemas.
Vende-se uma dupla ilusão. A estabilidade é falsa. Seus pilares estão corroídos, apodrecidos, prontos a desmoronar a cada próximo escândalo. Além disso, estudos internacionais mostram que a corrupção sistêmica é incompatível com o desenvolvimento econômico e social.
A corrupção suga, por meio de mais e mais impostos, a energia da produção brasileira e, por meio de mais e mais desvios, a qualidade do serviço público.
O país está desiludido, mas o problema não está na descoberta da ilusão. É a realidade que está distorcida. Ao mesmo tempo, o Brasil vive uma grande chance de se reconstruir sobre novas bases.
A lei não precisa se ajoelhar diante dos barões; o país não tem que caminhar sobre uma ponte instável; a população não está condenada a ser governada pela cleptocracia.
Este é o momento para ir além da mera alternância no poder dos corruptos de estimação -ou dos menos rejeitados.
É preciso coragem e perseverança, insistindo em reformas que, em meio a indesejáveis dores do parto, possam nos trazer um novo Brasil.
Podemos e desejamos eliminar a grande corrupção e alcançar mais igualdade, estabilidade e democracia. É essa a bela imagem que desejamos ver no espelho, mas não na forma de uma ilusão.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

PARTIDAÇA...

Acabou de acabar (oopss!) um jogão entre os Warriors e os Cavs. Partida jogada a mil quilômetros por hora, ritmo alucinante com os dois ataques muito eficientes. Deu o time da California que abre 2 a 0, exatamente como no ano passado (levou uma virada histórica depois). Só que esse ano tem Kevin Durant, sensacional. Não que eu duvide de Lebron James e seus companheiros, mas acho que desta vez será diferente. Vai pegar fogo o jogo 3 em Cleveland (quarta, 07/06). Não perco de jeito nenhum. (Mister XYZ)

OS REIS DA EUROPA (E DO MUNDO...)

Não é tão bonito como ver o Barça jogar, mas é eficiente ao extremo a equipe de Madrid. Timaço comandado por uma máquina de fazer gols de nome Cristiano Ronaldo. (Mister XYZ)

segunda-feira, 29 de maio de 2017

CRAQUE

Acompanhei as 500 milhas de cabo a rabo. O espanhol guiou muito, parecia um veterano em ovais, ficou sempre entre os primeiros e liderou algumas voltas. Eu, se fosse um dos chefões da F1, obrigaria por regulamento alguma equipe a fornecer um carro de ponta para Alonso. O automobilismo não pode prescindir do talento do cara. Ontem foi bonito demais. (Mister XYZ)

domingo, 28 de maio de 2017

HOJE TEM RAIKKONEN NA PONTA E ALONSO NA INDY...

(Mister XYZ)

ROMPER O CÍRCULO DA CORRUPÇÃO

Eu penso parecido com esses  caras da Lava Jato. Obviamente questões secundárias não devem ser priorizadas e os procuradores estão acertando o alvo ao relegá-las. Tudo bem, os delinquentes donos da JBS deveriam queimar no inferno, mas me parece lógico que é mais importante no momento desmontar a estrutura bandida entre empresários e políticos. (Mister XYZ)


RODRIGO JANOT

O custo de romper o círculo da corrupção


A realidade sempre sai em desvantagem quando é confrontada pela ilusão. A afirmação é perfeitamente compreendida por todos aqueles que, diante de um dilema, foram compelidos a tomar decisões graves, que exigiram ponderações e escolhas difíceis. São os "hard cases", dos quais não há saída perfeita.
Pela natureza da nossa instituição, talhada para a persecução penal, é evidente que, se fosse possível, jamais celebraríamos acordos de colaboração com nenhum criminoso.
No campo plasmável da vontade, desejamos o rigor máximo para todos os que transgridem os limites da lei penal, sem concessões. Mas, desafortunadamente, o caminho tradicional para aplicação da lei penal tem-se mostrado ineficaz e instrumento de impunidade.
Não é por outra razão que o acordo de colaboração foi pragmaticamente acolhido, em grande parte dos ordenamentos jurídicos do mundo ocidental, como exigência indispensável no combate às organizações criminosas.
O fato incontornável, porém, é que, defrontado com a realidade e premido pelo senso de responsabilidade para com o país, apartei-me da utopia, do personalismo e do aplauso fácil para arrostar a decisão de celebrar o acordo com os donos do grupo empresarial J&F.
Depois da colaboração da Odebrecht, o alvo da vez é o acordo com os proprietários do grupo J&F. Quando acreditávamos que nada mais poderia ser desnudado em termos de corrupção, esse acordo demonstrou que três anos de intenso trabalho não foram suficientes para intimidar um sistema político ultrapassado e rapineiro. Autoridades em altos cargos continuavam a corromper, e ainda se deixavam ser corrompidos, sem receios ou pudor.
Isso, no entanto, pareceu de pouca gravidade para alguns. Um importante veículo de imprensa, em editorial, sintetizou as críticas: a) os áudios não foram periciados; b) o acordo foi brando com os colaboradores; c) o caso não deveria ter ido para o ministro Edson Fachin, mas sim levado à livre distribuição no plenário do STF. Fui tachado de irresponsável.
Pois bem. Os irmãos Batista, em troca dos benefícios, relataram o pagamento de propina a quase 2.000 autoridades do país, apresentaram provas muito consistentes, contas no exterior, gravações de crimes e auxiliaram na realização de ação controlada pela polícia. Tudo isso só foi possível nos termos acordados.
É verdade que os áudios ainda não foram periciados. Nesse ponto, é preciso esclarecer que o inquérito requerido ao STF, entre outras tantas coisas, serve para viabilizar a realização dessa diligência. Ao contrário do que se vem propagando, esses áudios, apesar do impacto para a opinião pública, são apenas uma pequena parte da colaboração. Há muitas outras provas que sustentam o acordo.
Finalmente, a última objeção é a prova de desconhecimento do editorialista acerca do que opinava. Os crimes revelados pelos colaboradores eram, ao menos em parte, direcionados a obstar as investigações da Lava Jato, as quais estão sob a condução do ministro Fachin -ou seja, são fatos conexos e, portanto, deveriam ser distribuídos a ele.
Só posso, assim, imputar à ignorância -pelo benefício da dúvida-certas críticas arrogantes lançadas sobre a atuação do Ministério Público Federal nesse caso. Parece-me leviandade julgar a escolha realizada sem examinar as provas e seu alcance, desconsiderando as circunstâncias concretas e a moldura de um sistema criminal leniente.
Os reais motivos dessas pessoas estão, na verdade, mal dissimulados em supostas preocupações com a estabilidade, a economia e o bem-estar do povo.
Para esses, sou enfático: não foi a nossa instituição que corrompeu a política nacional, a vontade dos eleitores e o próprio sentido de democracia. Ao contrário, a luta do Ministério Público tem sido perene e constante contra as mazelas da corrupção que conspurcam o Estado de Direito, abastardam a sociedade e roubam o futuro do país.
O fruto do esforço institucional está aí para os que têm olhos de ver: três anos de um trabalho árduo que, contra todas as probabilidades de nosso sistema criminal permissivo, encarcerou dezenas de poderosos políticos e empresários e restituiu para os cofres públicos, até o momento, o montante de quase R$ 1 bilhão.
Os cidadãos honestos deste país devem se perguntar: se tantos críticos tinham o mapa do caminho, a solução perfeita forjada em suas mentes utopistas que solucionaria sem custos o descalabro econômico, moral e político para o qual fomos arrastados, por que não o apresentaram?
Ou melhor, por que não o colocaram em execução e evitaram o atual estado de coisas?
A resposta é muito simples. Não há caminho mágico para sair da crise criada pela incúria e desonestidade de parte da classe dirigente do país. Tirar o Brasil do círculo vicioso da corrupção terá um custo, que poderá ser pago agora ou postergado para um futuro distante.
A sociedade tomará essa decisão. Estou confiante de que a escolha, apesar das forças que operam em sentido contrário, será a favor de um futuro de justiça e prosperidade, erguido em base sólida e consistente.
O país cansou do engodo, da hipocrisia, dos voos de galinha de economia sustentada no favorecimento, de seguir para logo retroceder. A hora é de mudança.

RODRIGO JANOT, mestre em direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), é procurador-geral da República

sábado, 27 de maio de 2017

DECISÃO

Na quinta, Golden State Warriors e Cleveland Cavaliers começam a decidir a NBA. Posso estar errado, mas acho que o bicho vai pegar. Os dois times estão embalados. Estou prevendo um duelo sensacional entre Durant e LeBron James, com Curry e Irving correndo por fora. (Mister XYZ)

LUTO

Uma das mais arrebatadoras bandas de todos os tempos. Quem não gosta do Allman Brothers bom sujeito não é. O líder fará companhia ao seu irmão do outro lado. (Mister XYZ)

terça-feira, 23 de maio de 2017

ROLOU NA REDAÇÃO

Outra grande disco de Hip Hop em 2017. (Mister XYZ)

KID VINIL

No mundo off-line dos anos 1980, Kid Vinil era nossa internet

ÁLVARO PEREIRA JÚNIOR


Brasil, século 20, fim dos anos 70, começo dos 80. Um fim de mundo, isolado e sem informação, onde ninguém sabe nada de nada. No resto do planeta, um terremoto revoluciona a música: o punk e o pós-punk enterram com fúria o movimento hippie.
Mas não por aqui. O Brasil ainda era o mundo do Clube da Esquina, da canção de protesto, de zumbis baianos sobreviventes do tropicalismo.
E o rock local? Uma desgraça, misto de progressivo com heavy metal bicho-grilo. Discos estrangeiros chegavam com anos de atraso, quando chegavam.
Em meio a esse panorama musical tão sombrio, alguns pontos de luz brilhavam. O radialista e músico Kid Vinil, morto nesta sexta (19) aos 62 anos, era o maior deles.
Ultrainformado, era um raro emissário, neste imenso caipiródromo chamado São Paulo, do que de mais interessante se fazia em música no exterior.
Trabalhava em gravadoras, TVs, escrevia para jornais (inclusive para a "Ilustrada"), atuava em rádios. E foi no rádio que deixou suas maiores contribuições, como o programa "New Beat", domingo à tarde, numa emissora para playboys chamada Antena 1.
Só o Kid para ter coragem de conseguir um programa numa estação que não tinha nada a ver com o som que ele tocava.
A essas alturas, é um clichê descrever a cena, mas, para a minha geração, ela foi muito real: dedo a postos no botão de "rec" do gravador de fita cassete, esperando o "New Beat" começar.
Porque era só lá que a gente podia ouvir –e registrar– desde o punk mais ortodoxo, tipo Sex Pistols e Dead Kennedys, até as inovações insanas vindas principalmente do rock inglês: Alien Sex Fiend, Sisters of Mercy, June Brides, Sex Gang Children, Smiths.
Naquele mundo off-line, Kid Vinil era a nossa internet, nosso canal de conexão com o que de realmente importante acontecia no mundo musical.
Como pessoa, não poderia ser mais doce. Boa praça, conciliador, amigo. No começo deste século, trabalhamos (vamos dizer assim) por algum tempo numa mesma rádio, a Brasil 2000, onde ele dominava o final de tarde e eu fazia o programa "Garagem", às segundas, com os amigos André Barcinski e Paulo César Martin. Nós três aprontamos algumas por lá e Kid, um gentleman que tinha entrada com a direção, sempre segurou a nossa onda.
Quando ficou doente, há cerca de um mês, amigos e fãs precisaram fazer uma vaquinha para trazê-lo, do interior de Minas, onde tinha sofrido um colapso, para um hospital um pouco mais bem equipado de São Paulo.
Isso diz muito sobre o estilo de vida que o Kid seguiu: seu negócio era música, a mais nova e mais instigante possível, em fluxo permanente. Dinheiro não era a dele.
Como músico, teve um sucesso avassalador, o roquinho new wave "Sou Boy". Em qualquer país decente, só essa música seria suficiente para garantir a ele uma vida muito confortável por muito tempo. Mas o Brasil é isso o que a gente está vendo. E ele ainda ralava pelo interior destes tristes trópicos, que agora se dão ao luxo de perder, tão cedo, o grande Kid Vinil.

ALONSO EM QUINTO NA INDY...

No próximo domingo tem as 500 Milhas de Indianápolis, a mais insana das corridas. Alonso, o melhor piloto e também o mais azarado da F1 foi se divertir e papou um quinto lugar. Craque é craque. Não perco de jeito nenhum e torcerei muito pelo espanhol. (Mister XYZ)

LUTO

Eu o vi ganhar o campeonato em 2006 em cima de Valentino Rossi, o que não é pouca coisa. Depois Nicky Hayden teve carreira errática na MotoGP, corria atualmente o Mundial de Superbike. Morreu de maneira estúpida enquanto pedalava uma bicicleta treinando em uma estrada na Itália. (Mister XYZ)

domingo, 21 de maio de 2017

O MALUCO TAMBÉM NÃO VAI LONGE...

Mesmo em um país meio maluco como os EUA (onde a filosofia principal é "quanto mais dinheiro e poder melhor") o doidão aí de cima se destaca. Não vai acabar o mandato. (Mister XYZ)

JÁ ERA

O bobão achou que ia continuar brincando de presidente (e ferrando todo mundo), mas vai dançar bonito. Espero que pegue uma cana longa em um presídio com gente de alta periculosidade para lhe dar as boas vindas. (Mister XYZ)

ALEXANDER ZVEREV...

Como previsto aqui no blog (e por meio mundo que gosta de tênis), o garoto não demorou a vencer um Masters 1000. Bateu hoje Djokovic dando show em Roma. Não será o único  título, claro. (Mister XYZ)